quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A REVERÊNCIA PELA VIDA

Quanto tempo se leva para cortar uma árvore? Uns poucos minutos e tudo está terminado. Mas, para se sentar à sua sombra, muito tempo terá de passar. Terá de haver uma longa espera, e paciência. É sempre assim. Os caminhos da morte e destruição são mais rápidos. Por eles andam os que têm pressa. Já os caminhos da vida são vagarosos. Odiar o inimigo é muito fácil. Mas transformá-lo num amigo é coisa difícil que requer muita coragem. Acontece que creio em Deus, e Deus é vida generosa e mansa, presente em tudo que vive. Daí, podemos olhar para os fragmentos de bondade, quando todos olham para as evidências da maldade. Enganamo-nos confundindo as pessoas os seus atos. Ninguém é idêntico àquilo que faz. É isso que nos permite odiar o pecado e amar o pecador. Meu pai, chorando, com minha confissão nas mãos, deve ter odiado as coisas indignas que fiz. Mas ele me amou como nunca... Como no filho pródigo, o sofrimento prepara a alma para a visão de coisas novas. Sofrendo, os olhos ficam diferentes. E, coisa interessante: quanto mais próximos da humilhação nos encontramos, tanto mais perto de Deus nos sentimos. Como se fosse ali, onde a vida aparece desarmada e indefesa, nada tendo em suas mãos além do desejo de prosseguir, que ela viceja mais bela. Aliás, a vida para ser bela, deve estar cercada de Verdade, de bondade, de liberdade. Estas são coisas pelas quais vale a pena viver e morrer.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

POR QUE ME IMPORTAR COM A IGREJA?

Na confusa e apressada sociedade contemporânea, a preocupação com a igreja tornou-se um artigo de luxo. Não é raro observar uma grande contingência de pessoas que se importam com o trabalho, dinheiro, filhos, carreira, emprego, salário, família, estudos, dentre outras coisas mais. Não me compreendam mal, não estou querendo dizer que é errado se importar com estas coisas. Todas as pessoas se importam. A razão de minha preocupação é a ausência da importância que a igreja tem na vida de muitos que se dizem cristãos. A questão, portanto, é: por que eu não me importo com a igreja como eu me importo com todas as outras coisas de minha vida? Por que, para muitos, a preocupação e a importância da igreja é tão marginal? Mas, enfim, por que se importar com a igreja? Primeiro, porque é o propósito fundamental de Deus. O projeto de Deus sempre foi formar um povo que seja seu, para servi-Lo e adorá-Lo. A igreja é o sonho fundamental de Deus cumprido em Jesus Cristo. Ele se deu pela sua igreja, ressuscitou por ela e voltará para ela. Por que não deveríamos nos importar com aquilo que mais importa a Deus? Segundo, devemos nos importar com a igreja porque ela é a materialização do amor de Deus na terra. A igreja é o “Corpo de Cristo”. Somos os braços, as mãos, os pés, a boca de Deus na terra. É na igreja que o perdido é salvo, o sujo é limpo, a caído é levantado, o ferido é curado, o desanimado é fortalecido, o faminto é alimentado, o nu é vestido, o forasteiro é acolhido. A igreja é a face amorosa de Deus perante o mundo. Será, então, que não deveríamos nos importar mais com ela? Terceiro, devemos nos importar mais com a igreja porque ela nos fornece o verdadeiro alimento. É na igreja que estão “os tronos de justiça” (Sl 122.4), a luz da palavra de Deus. Ela é o nosso verdadeiro alimento. É ela quem nos mantém de pé quando todas as seguranças terrenas se esvaem. Quando o diabo ofereceu o pão material a Jesus no deserto Ele o recusou. Ele tinha outro alimento mais sublime e valoroso: a palavra de Deus. Sempre que deixamos de ir à igreja ou nos importamos pouco com ela, descobrimos que somos nós quem sofre. Nossa fé fraqueja e a casca rabugenta de falta de amor cresce ao nosso redor. Em vez de calorosos, tornamo-nos mais frios. Em vez de melhores, tornamo-nos piores. Nós, seres humanos, causamos com freqüência grande dor para Deus. No entanto, Deus permanece apaixonadamente envolvido conosco. Não deveria ter eu essa mesma atitude para com a igreja que me cerca?

terça-feira, 4 de setembro de 2012

A Igreja e a Política

A Igreja e a Política militam em esferas diferentes, mas nem por isso antagônicas. Suas naturezas são distintas, isto é, a Igreja adora a Cristo, proclamando o seu evangelho através de palavras e atitudes, enquanto a Política legisla e administra a polis (daí o nome política) para o bem-estar de seus cidadãos. Martin Luther King Jr. disse que “a igreja não é a ferramenta do Estado, mas a sua consciência”, demonstrando bem as duas esferas de ação. Contudo, nós cristãos, devemos ser bons cidadãos da polis do homem e da polis de Deus ou, nas palavras de Agostinho, da Cidade dos Homens e da Cidade de Deus. Aproximam-se as eleições. Como em todo país democrático o voto é um direito e uma imensa responsabilidade. O voto não tem preço, mas tem conseqüências. Sua má utilização perpetua a esteira de corrupção e jogos de interesses pessoais. Temos a responsabilidade como cidadãos da polis, de nortear nossas escolhas pelo padrão ético das Escrituras Sagradas com liberdade de opção, mas providos sempre de nossa regra de fé e prática: a Palavra de Deus. Nossas escolhas devem se fundamentar, portanto, na natureza da política e na natureza do evangelho. Como natureza da política está o atendimento aos interesses da população; a administração de acordo com a lei; a promoção do crescimento social, educacional e econômico; o cuidado e ampliação da infra-estrutura; o cultivo da cultura nacional, saúde e lazer; dentre outras. Como natureza do evangelho está o amor, a graça, a compaixão, a ética, o perdão, a santificação, a misericórdia, a honestidade e integridade, a mansidão, a humildade, dentre outras. Cuidemos, portanto, de não desprezar um precioso instrumento, o voto, buscando sempre honrar a boa política e o sublime evangelho de Jesus Cristo, através do qual fomos comprados por alto preço.

terça-feira, 3 de julho de 2012

SOCOS,CHUTES E BOFETADAS NA IMAGEM DE DEUS

A pergunta a ser feita a fim de se descobrir o que há de errado com práticas como o MMA, por exemplo, é: o que é o homem e qual o propósito de sua existência? Uma antropologia correta à luz das Escrituras nos auxiliará a respondê-la. A Bíblia declara categoricamente que o homem foi criado por Deus a sua imagem e semelhança (Gênesis 1:26,27). Isso significa que ele possui em seu ser atributos inerentes ao seu Criador, como: justiça, santidade e amor. Ele foi criado para “espelhar” e “representar” Deus diante de toda a criação. Seu papel é glorificar seu Criador, manifestando os atributos divinos perante toda criação. Mas algo terrível ocorreu: a imagem de Deus foi pervertida na Queda. Digo pervertida, não, perdida. Já que a imagem de Deus foi pervertida pela queda do homem no pecado, ela precisa ser renovada. Essa renovação ou restauração da imagem de Deus no homem é o que acontece no processo de redenção por meio de Jesus Cristo. Através de Jesus, o homem, que utilizava suas faculdades que o fazem semelhante a Deus de modo errado, é agora capacitado novamente a utilizá-los de modo correto. Esta restauração começa com a REGENERAÇÃO. A regeneração é um ato do Espírito Santo de Deus, através da pregação e do ensino da Palavra, pelo qual Ele primeiramente coloca a pessoa em união com Cristo e muda as inclinações de seu coração de tal modo que ela, que estava espiritualmente morta, se torna espiritualmente viva. A partir de agora, ela está pronta e disposta a crer no evangelho e servir a Cristo (João 1:12,13 e João 3:3). Esta restauração continua na SANTIFICAÇÃO. A santificação é o processo no qual há uma renovação progressiva da imagem de Deus no homem, corrompida pela queda (2Coríntios 7:1). Mas, o que isto significa na prática? A renovação ou restauração da imagem de Deus no homem significa que o homem é novamente capacitado a agir apropriadamente em sua tríplice relação, ou seja: sua relação com Deus, com seu próximo e com a criação. Primeiro, o homem é capacitado a estar apropriadamente voltado para Deus. Isto envolve amar a Deus de todo o coração, com toda a sua alma, com toda a sua mente e de toda a sua força (Marcos 12:30). Envolve adorar ao Deus verdadeiro e utilizar todas as suas faculdades de forma que glorifiquem a Deus. Segundo, o homem é capacitado para voltar-se apropriadamente a seu próximo. Isto envolve amar os nossos semelhantes como a nós mesmos. Envolve fazer pelo próximo o que esperamos receber deles. Envolve perdoar as falhas do outro como Cristo nos perdoou. Envolve interessar-se pela justiça social, pelos direitos humanos, pelas necessidades dos pobres e dos desamparados. Envolve servir ao próximo e não servir-se do próximo. Envolve até amar os inimigos (Mateus 5:44,45). Terceiro, o homem é capacitado para governar e cuidar da criação de Deus. Isto envolve dominar a natureza de forma responsável. Envolve explorar os recursos naturais de forma sustentável. Envolve preservar o meio ambiente contra a exploração gananciosa e predatória. Envolve desenvolver uma cultura cristã (artes, música, literatura, ciência, esporte, lazer, etc.) que espelhe a glória de Deus. Envolve desenvolver práticas agrícolas e científicas adequadas a produção de alimentos resguardando as reservas naturais. A renovação da imagem de Deus no homem não se refere apenas à piedade religiosa, mas é uma visão geral da vida, ou seja, uma cosmovisão humana: o relacionamento com Deus, com o próximo e com toda a criação de Deus. A grande e preciosa promessa é que todas as pessoas que foram atingidas pelo chamado de Cristo serão iguais a Cristo. Serão sua imagem como irmãos do Primogênito de Deus. Este é o destino último do discípulo: ser conforme a imagem de Cristo (Romanos 8.29). Nós agora, com a imagem renovada à imagem de Cristo, só podemos ser como Ele é. Agora que somos feitos imagem de Cristo, podemos viver segundo o seu exemplo. Esta renovação à imagem de Cristo é descrita de muitas formas no Novo Testamento. Ela é descrita como “despojar-se da velha natureza” e “revestir-se da nova natureza” (Colossenses 3:9,10), como “renovação da mente” (Romanos 12:2), como manifestação do “fruto do Espírito Santo” (Gálatas 5:16,22), como “assemelhar-se a imagem de Cristo” (Romanos 8:29, 2Coríntios 3:18), como “revestir-nos de Cristo” (Romanos 13:14). Essa renovação da imagem não é completada nesta vida. É, porém, um processo que continua durante toda a vida. “Os cristãos não são apenas pessoas boas, mas essencialmente pessoas novas”, escreveu C.S.Lewis. Pergunto, então: Como um homem com sua imagem renovada à imagem de Cristo e agora apto a desenvolver apropriadamente sua correta relação com Deus, com o próximo e com a criação pode compactuar e defender aquilo pelo qual o próprio Cristo o libertou? Como pode um homem regenerado e renovado por Cristo se alinhar com a escalada de violência que a sociedade publica e muitos aplaudem, no qual a dignidade, valorização e preservação da vida são postos em risco? Como pode um homem recriado à imagem de Cristo distribuir socos, chutes e bofetadas na imagem de Deus refletida na face do outro? Não seria isso uma contradição? A não ser que ele ainda não tenha sua imagem renovada...

segunda-feira, 25 de junho de 2012

OS CRISTÃOS E O MMA

Alguns dias atrás me questionaram sobre qual deveria ser a relação entre os cristãos e esta nova modalidade de esporte/luta que se tornou uma febre, principalmente entre os adeptos da malhação nas academias, o MMA. Primeiramente gostaria de esclarecer que o MMA, e algumas outras manifestações esportivas, culturais e até artísticas são conseqüências diretas da descristianização da sociedade ocidental. Falo descristianização para não utilizar o termo anticristianismo, que seria uma expressão bem mais forte. Para explicar tal afirmação gostaria de retroceder na história. Nos áureos tempos do Império Romano em toda a sua opulência sob o domínio dos Césares, existia uma forma de diversão que promovia a euforia mórbida de toda a população de Roma: o esporte/luta entre gladiadores. Promovida pelo próprio Estado, o duelo fazia parte de uma estratégia para manter o povo subserviente a Roma e alheio às atrocidades cometidas pelo avanço do império, além de alimentar o marketing da díade pão e circo. Os gladiadores eram guerreiros treinados nas artes da luta, tendo em sua maioria um físico descomunal. Gozavam do prestígio das autoridades e do povo comum, sendo patrocinados, em sua grande maioria, pelo próprio império ou por cidadãos pertencentes às classes mais abastadas da sociedade da época. Equipavam-se em combate com seus escudos, espadas e lanças, arrojando-se um contra o outro, às vezes até a morte. Nisto consistia a eufórica e insana diversão da plebe que lotava os imensos pavilhões do Coliseu Romano. Quanto maior a violência durante a luta, maior a participação popular. Contudo, com o advento do cristianismo e seu poder de salgar e iluminar a sociedade pagã e amoral da época, os duelos começaram a escassear. A pregação do evangelho e o testemunho de seus mártires que sucumbiram aos montes nas mãos destes mesmos guerreiros contribuíram para despertar a consciência dos incautos. Quando, enfim, o cristianismo tornou-se a religião oficial do império no século IV de nossa era, o esporte/luta dos gladiadores foi abolido por completo. Seu palco maior, o Coliseu, foi abandonado como um memorial trágico de um tempo de crueldade e perversidade dos homens. E assim, permanece até o dia de hoje. Como afirmei anteriormente, nossa sociedade caminha rumo ao anticristianismo de forma rápida, daí o retorno de tais práticas que o cristianismo outrora baniu para sempre. Mas, com um agravante: seus defensores encontram-se também entre os cristãos. Afinal, qual seria a diferença de entrar em um estádio lotado como o Mineirinho para celebrar, aplaudir e estimular um duelo esporte/luta que contém os mesmos ingredientes em sua natureza de crueldade e infortúnio da agressão física até o sangue, de entrar no Coliseu Romano para celebrar, aplaudir e estimular as mesmas crueldades e infortúnios da agressão física até a morte? Há sim uma triste e única diferença: o Coliseu hoje está em ruínas e o MMA no auge da efervescência.

terça-feira, 19 de junho de 2012

HISTÓRIA E FÉ

A minha viagem a Israel, dentre outras reflexões, levou-me a compreender uma questão que, para muitos, têm suscitado dúvidas. A questão é: “De que modo a fé pode realmente ser fé, se ela for estabelecida pelas descobertas históricas?”. Em outras palavras, poderá a fé ser autêntica se ela assentar-se sobre a verificação histórica, já que a fé é a entrega do homem a Deus como um todo? Primeiramente, precisamos afirmar que a história não conduz necessariamente o homem a Deus, mesmo sendo esta história a história da operação de Deus no mundo. Um estudo preciso pode oferecer assentimento intelectual às descobertas sem necessariamente obter com isso a fé. A teologia e a história são empreitadas intelectuais, a fé é algo além. O historiador pode andar pelas ruas de Jerusalém nas estações da via crucis e visitar o túmulo vazio, verificando assim a historicidade dos relatos bíblicos sobre o sofrimento e a ressurreição de Cristo, e ainda assim rir-se de tais fatos. “A fé é um segundo passo”, nas palavras de Ladd. Eu diria, porém, que a fé está a um passo além da história. Com isso, quero dizer que, embora a história não prove a realidade de minha fé, ela é essencial para a verdadeira fé – pelo menos ao homem que se preocupa com a história. Funciona mais ou menos assim: a maior parte das pessoas vem para fé em resposta à Palavra de Deus proclamada sem testar criticamente a historicidade dos eventos que a Palavra proclama. Mas se ele concluir que os eventos pelos quais ele creu não são históricos, é difícil ver de que modo sua fé poderá suster-se. Ou seja, nenhuma fé cega é fé real. A fé não pode ser um salto no escuro, como acreditava Kierkegaard. Mas, por outro lado, se ele concluir que os mesmos eventos alegados são históricos, sua fé se sustenta e se robustece. A decisão de aceitar Jesus Cristo como Senhor não pode ser feita sem a evidência histórica acerca de Jesus. Se houver uma decisão sem qualquer evidência histórica, esta não poderia ser a decisão a respeito do Jesus da Bíblia, mas somente a respeito de uma ideologia ou de um ideal. A história não produz a fé, mas prova um fundamento adequado para a fé.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

A CAMPANHA DO MEDO

Estamos às portas de mais uma campanha política. Todos nós, cidadãos brasileiros, utilizaremos do nosso direito democrático de escolher um candidato a um cargo público. Esta escolha deve ser determinada por alguns fatores como: honestidade, competência, caráter, ética, passado limpo, capacidade intelectual e moral, compaixão pelos menos favorecidos e experiência pública. Mas, o mais importante é ser vocacionado para a política, seja ele evangélico ou não. O que o Brasil precisa são de políticos por vocação e não de políticos por profissão. O vocacionado é aquele que se realiza no “fazer”. Ele ama o que faz e faz com amor e paixão. O político profissional, ao contrário, é movido pelo benefício que dele se deriva. Seu real interesse é o ganho pessoal que obtém. Ele não ama o “fazer”, mas o que este fazer pode lhe render. À medida que o dia se aproxima algumas alas mais radicais, tendo a caça ao voto como seu propósito máximo, lançarão mão de métodos menos ortodoxos. O método é antigo. Já foi utilizado em campanhas anteriores para governadores e presidentes. Consiste em instalar o medo, com base no misticismo pagão. Vocês devem se lembrar que, na última campanha presidencial, tivemos que conviver com diversos panfletos e propagandas que ligavam o antigo presidente a Satanás, e que, se eleito, fecharia todas as igrejas evangélicas. Fato que não ocorreu por não ter fundamento. A história se repete. Os jargões eleitoreiros também. Mas penso que, como cristãos evangélicos, temos a capacidade de discernir a real intenção dos fatos. Jesus já nos alertou: “Sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas” (Mateus 10.16). Portanto, tenha prudência ao lidar com propagandas que tentem influenciar o eleitor pela inclinação religiosa do candidato, satanizando os demais. Não tome partido com base apenas nessa informação, pois, neste período eleitoral, o que está por detrás dela certamente é o voto dos mais incautos. Como pastor, o meu compromisso é com o evangelho, mas também com a ética, cidadania e, acima de tudo, com o ensino bíblico saudável. É por isso que me sinto na obrigação de levantar algumas reflexões, a fim de que a sua consciência não seja alterada pelo terror. Lembre-se, o Supremo Governante está assentado no trono e o seu reinado nunca terá fim!