segunda-feira, 16 de novembro de 2009

UM CHAMADO MUITO ESPECIAL

UM CHAMADO MUITO ESPECIAL
Ex 19:1-25


INTRODUÇÃO

Dois amigos saíram para caçar e prometeram auxiliarem-se mutuamente caso algum perigo ocorresse. Quando entraram na floresta ouviram um terrível rugido de um leão. Mais do que depressa um deles retirou as botas e calçou seu tênis. O companheiro então perguntou: - Você pensa que com estes tênis correrá mais rápido do que o leão? Ao que respondeu: - Não, mas correrei mais rápido do que você.

A grande verdade é que somos pouco confiáveis.
Temos dificuldades em cumprir promessas.


NARRAÇÃO

1. Quando Deus falou a Moisés na sarça ardente, deu-lhe uma animadora promessa: “Depois de haveres tirado o povo de Egito, servireis a Deus neste monte” (Ex 3:12). A promessa havia se cumprido. Eles estavam no monte Sinai. Deus cumpre as suas promessas (v 1,2).

2. Deus havia libertado o povo de Israel, agora Ele entraria numa aliança com eles.

3. Coisas maravilhosas ocorreram no Sinai, mas maior de todas foi a gloriosa manifestação da presença de Deus e a sua poderosa voz falando com eles (v 16-19). Deus agora os submete a um chamado muito especial.

1. DEUS OS CHAMA A UMA VIDA DE LIBERDADE (V 1-4).

1. O povo hebreu nasceu e viveu escravo por 400 anos. Geração após geração eles foram escravos. Eles não conheciam o que era ser livre. A escravidão estava impregnada em sua alma e em seu modo de vida.

2. O Êxodo foi um arrebatamento dramático da terra da escravidão para a liberdade de servir a Deus. Mas, uma coisa é ser liberto da escravidão; outra, é aprender a viver a liberdade.

Ilustração: Conheci um homem que trabalhou por 45 anos numa repartição pública, preso e enclausurado defronte uma máquina de escrever, fazendo sempre as mesmas coisas. Ele sonhava com a liberdade da aposentadoria. Quando, enfim, chegou o grande dia, deram-lhe uma festa de despedida e todos se alegraram com a sua conquista. Estava, enfim, livre de todas as amarras e obrigações. Contudo, em pouco tempo ele entrou em depressão e quase todos os dias visitava seu antigo local de trabalho... Ele não sabia viver em liberdade.

3. É por isso que Deus utiliza a figura da águia carregando os seus filhotes (v 4). A idéia é que a libertação foi promovida por Deus e que o próprio Deus ensinaria o seu povo a gloriosa liberdade de voar. A liberdade deveria ser aprendida pelo povo.

“Foi preciso uma noite para tirar Israel do Egito, mas foram necessários 40 anos para tirar o Egito de Israel”.


2. DEUS OS CHAMA A UMA VIDA DE DIGNIDADE (V 5-8).

1. Vida de dignidade porque entrariam num relacionamento de aliança com DEUS (v 5a). É um pacto de vida que redundaria em grandes privilégios e benefícios ao povo. “Certamente este grande povo é gente sábia e inteligente” (Dt 4:6).

2. Vida de dignidade porque seriam um povo de propriedade exclusiva de Deus (v 5b). De um bando de escravos sem pátria, sem terra, sem identidade, sem governo, Deus os escolheria e os elegeria para ser o seu povo dentre todos os povos da terra.

Moisés recordando este episódio, diz (Dt 7:6-8):
“O Senhor teu Deus te escolheu para que lhe fosses o seu povo próprio de todos os povos que há sobre a terra. Não porque fosseis os mais numerosos, pois éreis o menor de todos, mas porque o Senhor vos amou”. O apóstolo João compreendeu essa graça: “Nós o amamos porque Ele nos amou primeiro”.

3. Vida de dignidade porque seriam um reino de sacerdotes (v 6). “Reino de sacerdotes” significa um grupo de pessoas a serviço do rei. Israel deveria agir como representante de Deus no mundo e em favor do mundo. Eles deveriam manifestar o caráter de Deus e a verdade de Deus ao mundo. A idéia central é que Israel seria um povo especial com uma missão especial: abençoar o mundo todo, cumprindo assim a promessa de Deus a Abraão: “Em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12:3).

Salmo 67:7: “Abençoe-nos Deus e todos os confins da terra o temerão”.


3. DEUS OS CHAMA A UMA VIDA DE SANTIDADE (V 10-15).

(v 6): “Nação Santa”: Traduz primariamente a idéia de “separação” para o serviço a Deus. Mas, por causa da natureza santa de Deus, passou a ser uma prerrogativa essencial no caráter de seu povo. “Sede Santos, porque Eu sou Santo”, diz o Senhor.

Essa santidade é enfatizada por duas imagens:

1. A lavagem das roupas (v 10, 11, 14, 15). Simboliza a purificação, mas também um recomeço de vida. O povo no deserto tinha pouca roupa adicional, por isso, o ato de lavar-se e trocar de roupa marcavam um recomeço.

Por exemplo: (1) Quando Jacó retorna a Betel com sua família e renova seu voto a Deus construindo um altar, o texto diz: “Disse Jacó a sua família e a todos os que com ele estavam: Lançai fora os deuses estranhos que há no meio de vós; lavai e mudai as vossas vestes” (Gn 35:2). (2) A ocasião em que José foi solto: “Então Faraó mandou chamar José, e o fizeram sair à pressa da masmorra; ele, antes, se barbeou e mudou de roupa” (Gn 41:14).

2. A marcação dos limites ao povo (v 12, 13, 20-25). Deus ensina ao povo de modo dramático que havia uma distância entre um Deus Santo e o homem pecador, bem como do perigo de se apresentar levianamente a Deus.

Exemplos: (1) Nadabe e Abiu (Lv 10) esqueceram-se desse princípio e Deus os matou. (2) A nação de Israel esqueceu-se dessa verdade (O profeta Isaías já denunciava: “Não posso suportar iniqüidade associada a ajuntamento solene”) e terminou no exílio. Em outras palavras, a obra de Deus requer santidade.


CONCLUSÃO

Pedro tomou emprestado este capítulo do Êxodo para se referir a Igreja de Jesus (1Pe2:9,10) e Paulo disse que somos o “Israel de Deus”:
Um povo chamado à liberdade;
Um povo chamado à dignidade;
Um povo chamado à santidade.

Será que é isso que temos sido?
Será que é isso que estamos fazendo?

Nenhum comentário:

Postar um comentário